domingo, setembro 09, 2007

O povo unido… parece burro!


A Festa do Avante! decorre. É um festival muito esperado, onde só a droga e o álcool ajudam a compreender a afluência a um evento de um partido que fecha os olhos ao terrorismo.
Em entrevista ao Público, na sexta-feira, Jerónimo de Sousa contorna explicitamente e sem pudor o lado terrorista das FARC, que está no “direito de responder a uma violência fascista, terrorista, que não limpa a imagem do Governo Uribe”, embora não subscreva “este ou aquele método”. É revoltante, sabendo que aquela organização tem uma lista de mortes e sequestros interminável. O PCP já não me soa a partido político mas a uma corja de débeis mentais, que ainda se acham no direito perverso de alertar para o “cariz fascizante” de outros partidos.
Uma vergonha, sendo que o mais vergonhoso é o que se ouve dentro do recinto da Atalaia, onde a consciência parece ter ficado à porta. Para aqueles que por ora festejam, “o terrorismo está nos olhos de quem o vê”, as FARC lutam com legitimidade e quem é protegido por elas “não as sente como terroristas”.
É inacreditável. Onde é que isto vai parar?

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sábado, maio 12, 2007

Pluralismo a quanto obrigas...

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) vai quantificar o pluralismo político-partidário na Informação da RTP1, ou seja, a partir de agora por cada por cada três notícias sobre Sócrates, sairão 2,5 para Marques Mendes!

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domingo, abril 08, 2007

A tolerância é tão maleável...

Para o Bruno e a propósito da onda de humor menos inocente que já se vai verificando em Portugal:

"Uma regra básica a respeito do humor: se receias ir longe demais, é porque ainda não ousaste o suficiente. E se todos se riem, é porque falhaste."

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domingo, abril 01, 2007

Salazar

Foi uma coincidência, mas a verdade é que li isto logo a seguir a um amigo me ter chamado a atenção para o facto curioso de Salazar ter sido eleito “o maior” no canal televisivo cujo vice-presidente do Conselho de Administração é um salazarista confesso.Ponces Leão assim o admitiu, faz agora um ano, numa entrevista ao Expresso, onde se declarava nacionalista, admirador de Salazar e onde expressou algumas pérolas do seu pensamento político, tais como algo do género (referindo-se aos Palop) “os pretos não estavam preparados para a independência”.

CN, Escrita em Dia

Continuo com a opinião que tinha ainda antes de ler isto. Manipulados ou não, o resultado deste programa que seja pelo menos o reconhecimento de uma onda de inconsciência que varreu da memória dos votantes o que realmente foi o fascismo português! Uma verdadeira falta de respeito para quem se lembra. Eu não me lembro, mas também não precisei de viver o nazismo para ter consciência do que foi.
Tudo porque Portugal é um país onde um idiota qualquer se lembra de dizer que é intelectualmente aceitável admirar Salazar "apesar de tudo" e, veja-se, Salazar é um "grande português"...

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segunda-feira, março 12, 2007

11 de Março, Madrid

192 mortos, 1400 feridos

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sábado, março 10, 2007

Darfur

Colin Powell usou a palavra genocídio para descrever a situação de Darfur, já em 2004, um ano depois do conflito ter despoletado. Até hoje, só se chegou á conclusão de que sim, é o país que regista os piores abusos de Direitos Humanos em 2006…

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segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Oscars 2007

E o grande vencedor foi...


... ah perdão...

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sábado, novembro 18, 2006

Anacronia generalizada...


Subscrevo.

"Pour briguer la présidence de la République, être une femme n'est ni un avantage, ni un inconvénient."

Michèle Alliot-Marie (UMP)

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sábado, novembro 11, 2006

"Defeatocrats" and Rebushicans

Aqui li qualquer coisa como "Bush tem que usar a humildade como a sua principal arma". Apraz-me dizer que não acho que seja suficiente. Enquanto continuam as discussões sobre a imigração, a questão do Iraque continua a esburacar as eleições de 2008.
A substituição de Rumsfeld por alguém menos "igual a ele próprio" foi o início do processo de lavagem anti-Bush no Governo. Com tantos amigos democratas, o mal-amado presidente terá que encontrar um caminho low-profile o suficiente para não se perder até 2008. No entanto, adivinham-se dias difíceis na Casa Branca pois Nancy Pelosi afirma que ela e Bush continuarão a ter as suas "diferenças".
Pergunto eu: porquê o esforço? Não costumo fazê-lo mas reproduzirei Hugo Chávez: George, a tua hora chegou!

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sexta-feira, setembro 29, 2006

A frase...

“You can't make somebody understand something if their salary depends upon them not understanding it.”

AL GORE (citando Upton Sinclair)

Via Cinerama sobre Uma Verdade (bem) Inconveniente.

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quinta-feira, setembro 21, 2006

O novelístico julgamento de Saddam: continua...

Amor e ódio. Justiça? Ainda não...

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sábado, setembro 16, 2006

Darfur Auschwitz


"I was sleeping when the attack on Disa started. I was taken away by the attackers, they were all in uniforms. They took dozens of other girls and made us walk for three hours. During the day we were beaten and they were telling us: "You, the black women, we will exterminate you, you have no god." At night we were raped several times. The Arabs(1) guarded us with arms and we were not given food for three days."

Uma refugiada de Disa, em Darfur, entrevistada pela Amnistia Internacional num campo de refugiados sudaneses em Maio de 2004.

Neste momento, Darfur vive a maior crise humanitária do mundo. Execuções, mortes civis, tortura, violações sexuais, raptos, destruição de propriedades e de aldeias, destruição de meios de subsistência da população atacada e deslocação forçada são muitos dos direitos humanos que estão a ser abertamente violados.
As mulheres são as que estão a sofrer mais abusos, são o alvo de violência sexual não apenas devido ao género, mas também porque pertencem a um grupo étnico específico. São engravidadas à força pelos Janjawid para que as sua etnia sofra humilhações, as crianças que são geradas em consequência são consideradas como “crianças do inimigo”, como “crianças Janjawid”. Estas mulheres e os seus filhos são marginalizados pela sua comunidade e as casadas são geralmente rejeitadas pelos maridos.

Os crimes contra a humanidade e os crimes de guerra em Darfur estão a atingir proporções gigantescas e já são considerados como uma limpeza étnica ou genocídio, tornando-se bastante mais urgente que o Líbano ou Israel. Até quando vai ser ignorada a necessidade de ajuda internacional?

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sexta-feira, setembro 15, 2006

Um erro de interpretação...

...ou a história de um Papa que meteu o pé na argola?



Diga-se o que se disser, Ratzinger não é nenhum inconsciente e sabia muito bem em que ferida estava a mexer ao tocar no extremismo islâmico. Por muito idiota que possa parecer, já estava a achar tardio o dia em que o santo padre, finalmente, metesse a Igreja Católica ao barulho. Infelizmente, na generalidade, quem sofre com as idiotices do Vaticano é o povo crente, se não fosse podiam-se explodir uns aos outros! Sim, porque o que um núcleo religioso tem de "extremista" o outro tem de ditador.

No entanto, nada do que Bento XVI citou sobre a "Jihad" foi errado; abstendo-me de pronunciar Maomé, a guerra santa não existe, são dois termos antagónicos. Se não se pode expressar a nossa opinião sobre isso porque os muçulmanos são "sensíveis" a estes assuntos, então que faremos nós? Esquecemos aquela parte do mundo?

Para bem das hostes, espero que isto não ultrapasse uma questão de mau "timing"...

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quinta-feira, setembro 14, 2006

Bang Bang Bang

"Estamos inocentes. Demos-lhes dois tipos de fruta!" (sobre Guantanamo)

HILARIANTE!!

(via Um Homem das Cidades)

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quinta-feira, setembro 07, 2006

FARC, sim!!

O Diário de Notícias aborda na edição de hoje a problemática que tem vindo a preencher a blogosfera nos últimos dois dias. Recorrendo aos vários blogues que têm tratado com diligência esta situação e entrevistando o embaixador colombiano Plínio Apuleyo Mendoza, o DN abre assim, e finalmente, ao foro público uma questão que requer tratamento urgente por parte do Parlamento. Também o JN avança hoje com a mesma notícia. Assino integralmente o repto feito por Tiago Barbosa Ribeiro (in Kontratempos) assim como condeno a resposta escorregadia por parte do PCP.
Mais uma vez este assunto deve ser apurado pelas entidades competentes para que se esclareçam as condições da entrada deste grupo terrorista em Portugal e a sua ligação com o Partido Comunista.

Deixo aqui também um testemunho de satisfação pela rápida influência da comunidade blogger na imprensa escrita. A todos os intervenientes, parabéns pelo serviço prestado no sentido de uma campanha "anti-desinformação", necessária e propícia.

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quarta-feira, agosto 23, 2006

Portugal e Espanha - 20 anos depois? Que lástima...


Quando há vinte anos atrás Espanha e Portugal entraram na União Europeia, estes eram, então, dois países muito diferentes do que são actualmente.
O estabelecimento da democracia foi a mais importante aquisição resultante desta união. A democratização do sistema político foi o começo de uma onda de mudanças nos dois países.
Com a ajuda da União Europeia, Espanha, por exemplo, foi ao longo destes anos diminuindo a inflação, o desemprego e desenvolveu-se de maneira a estar a um passo de se tornar um net contributor na UE. Espanha tornou-se, de facto, na confirmação do sucesso de uma “união europeia”.
Em Portugal, infelizmente, as coisas não acontecem com essa fluidez. É de notar que o Presidente da Comissão Europeia é português mas, no entanto, a evolução não é equivalente.
De um modo comparativo, podemos avaliar as mudanças subsequentes à entrada na UE em várias temáticas, como o desemprego, por exemplo. Embora tendo estado sempre abaixo da média europeia, em Portugal o desemprego tem aumentado nos últimos anos. Juntamente com a fragilidade dos serviços públicos (como o controlo de incêndios) e das infraestruturas, estas características tornam Portugal num alvo de criticas relativamente a um possível mau uso dos fundos fornecidos pela UE.
Se atentarmos, por outro lado, na situação do aborto nos dois países, verificamos de um modo claro as diferenças evolutivas entre eles. Em Espanha, após a morte de Franco, o caminho para a legalização do divórcio e do aborto foi bastante menos complicado. O divórcio foi legalizado em 1981 e o aborto foi legalizado em 1985. Em Portugal o aborto ainda continua a ser encarado como uma prática ilegal, levando à prisão das mulheres que o cometem e dos médicos que o fazem.
O mesmo acontece com o casamento entre homossexuais. Em Espanha este já é legal, assim como a adopção por parte dos mesmos. Em Portugal, embora haja um artigo que proíbe a descriminação por causa da orientação sexual, a verdade é que esta ainda existe. Homossexuais não podem casar nem adoptar mas existem ainda muitas outras formas de discriminação que diferenciam os homossexuais dos heterossexuais, até na linguagem jurídica, ao serem usados termos diferentes para o mesmo crime, no caso do abuso sexual de crianças (se for cometido por um homossexual é relatado como “violação”, se for por heterossexual é relatado como “abuso sexual”).
Esta disparidade é devida, sobretudo, à prevalência do conservadorismo na mentalidade portuguesa, que aliado à (ainda) forte influência da igreja, torna muito difícil, senão impossível, uma mudança decisiva no conceito de liberdade individual.
Segundo o Anuário Ibero-americano (2004), Portugal atravessa anos de recessão, escândalos e catástrofes. Está numa difícil situação financeira desde que entrou em recessão técnica em finais de 2002. Jorge Sampaio, durante uma visita a Madrid, aproveitou para se queixar dos entraves que as empresas lusas encontram ao fazer negócios em Espanha e frisou várias vezes ao largo desse ano o “desastroso erro estratégico” que seria deixar Portugal à margem do processo de integração europeia. (De acordo com os dados do Anuário, em 2002, Portugal importou em bens um valor de 27.009 milhões de dólares e exportou 39.420 milhões ao passo que Espanha importou 158.893 milhões e exportou 125.795 milhões.)
No entanto, estas chamadas de atenção do Sr. Presidente foram, de algum modo, uma maneira de sacudir os escândalos que foram acontecendo entretanto, sobretudo da pedofilia na instituição benéfica da Casa Pia de Lisboa, que salpicou para a politica, para a diplomacia, para a medicina e para várias figuras sociais conhecidas.
A recessão, que causou pela primeira vez em anos um aumento bastante forte no desemprego e o aumento da prostituição no norte do país também são outros escândalos a considerar.
Mas ainda podíamos falar do caso Universidade Moderna de Lisboa, de Fátima Felgueiras, dos índices de sinistralidade (média anual de 1.500 mortos, 5.000 feridos e mais de 50.000 feridos ligeiros) e os 300.000 hectares de floresta ardida pela mão de incendiários ainda à solta.
Inegavelmente, o mais chamativo foi o facto da revista Times ter dedicado uma capa à proliferação das prostitutas brasileiras em Bragança.
É a imagem de um Portugal caído, lutando para não perder terreno na UE, abafado pela grandeza evolutiva do país vizinho.

Comentário crítico feito na ordem de um trabalho da cadeira de Inglês.

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