segunda-feira, setembro 24, 2007
quarta-feira, setembro 19, 2007
Mas porquê o cinema?

A revista Premiere anunciou no passado dia 18, no respectivo blog, o fim da sua publicação. Fico muito triste, por várias razões. A primeira remeter-se-á para o facto da ser a única publicação periódica de cinema em Portugal. Desde que comecei a interessar-me por cinema que compro a Premiere. Tenho que confessar que nunca gostei da sua exclusividade no mercado, porque se notava a falta de concorrência nos textos lá publicados (dizia-se bem demais de tudo o que fosse mainstream, o que não era culpa da redacção claramente). No entanto, sempre fui fiel à revista, era um ponto de referência para pessoas que, como eu, gostam de estar actualizadas em matérias de cinefilia. Foi com a Premiere e com a sua leitura continuada que apanhei o gosto pelo cinema europeu, pelo indie, aprendi a respeitar realizadores e actores, a valorizar fotografia e música na tela, e foram tantas as vezes em que as críticas me chamaram a atenção para pormenores cruciais num filme. Vou sentir falta das críticas, do Criswell, das entrevistas, das reportagens, livros, BSO’s, oh... e das incomparáveis notas de Virgínia Mel nas “Cenas Quentes”. Enfim, é o fim de uma longa história!
Outro aspecto que entristece é o lugar do cinema em Portugal. Nunca acreditei que pudesse haver mais do que uma publicação especializada no país, mas daí a não haver nenhuma… Recordo-me do brevíssimo período de vida da Primeiras Imagens, a única concorrente directa que eu conheci da Premiere, esteve nas bancas há uns anos, durante poucos meses, e depois desapareceu. Ninguém se lembra sequer.
Fico muito triste e vou sentir saudades da Premiere. Não porque a venere mas porque não há nenhuma igual.
Outro aspecto que entristece é o lugar do cinema em Portugal. Nunca acreditei que pudesse haver mais do que uma publicação especializada no país, mas daí a não haver nenhuma… Recordo-me do brevíssimo período de vida da Primeiras Imagens, a única concorrente directa que eu conheci da Premiere, esteve nas bancas há uns anos, durante poucos meses, e depois desapareceu. Ninguém se lembra sequer.
Fico muito triste e vou sentir saudades da Premiere. Não porque a venere mas porque não há nenhuma igual.
terça-feira, abril 10, 2007
Edie Sedgwick

Andy – I wonder if people are gonna remember us!
Edie – When we’re dead?
Andy – Yeah!
Edie – I think people will talk about how you changed the world.
Andy – I wonder what they’ll say about you… your obituary!
Edie – Nothing nice, I don’t think!
Andy – Oh, come on, let’s see… Edith Minturn Sedgwick, beautiful artist and actress, remembered for setting the world on fire…
Edie – Escaping the clutches of her terrifying family…
Andy – Made friend with eeeeeeverybody and anybody…
Edie – Creating chaos and uproar wherever she went, divorced as many times as she married, she leaves only good wishes behind. (pausa) That’s nice, isn’t it?
Edie – When we’re dead?
Andy – Yeah!
Edie – I think people will talk about how you changed the world.
Andy – I wonder what they’ll say about you… your obituary!
Edie – Nothing nice, I don’t think!
Andy – Oh, come on, let’s see… Edith Minturn Sedgwick, beautiful artist and actress, remembered for setting the world on fire…
Edie – Escaping the clutches of her terrifying family…
Andy – Made friend with eeeeeeverybody and anybody…
Edie – Creating chaos and uproar wherever she went, divorced as many times as she married, she leaves only good wishes behind. (pausa) That’s nice, isn’t it?
Pestanas enormes, olhos carregados de lápis, brincos épicos, lábios pálidos, perdida e viciada. O filme não é grande coisa (tanto drama, tanta droga). Ela está adorável.
Etiquetas: cinema
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
terça-feira, janeiro 30, 2007
Apocalypto by Gibson

Aí está. A pior coisa que este senhor fez foi fazer outro filme depois d'A Paixão de Cristo. Agora está comprovado que ele percebe tanto disto como eu de lagares de azeite...
Boa caracterização, boa escolha de cast.. end!
Etiquetas: cinema
sexta-feira, setembro 29, 2006
sexta-feira, setembro 15, 2006
"Água"

O último capítulo da trilogia de Deepa Mehta sobre os elementos chegou agora (bastante tarde!!) aos cinemas portugueses. O filme centra-se em Chuya, uma menina de 8 anos que é prometida pela família a um homem que acaba por morrer pouco depois do casamento. De acordo com a tradição indú dos anos 30, as viúvas são mulheres que foram castigadas pelos seus pecados e têm que viver isoladas do resto da população, num ashram. Sendo assim, Chuya vê-se obrigada a rapar o cabelo e é separada da sua família para ir viver numa casa onde co-habitam viúvas de todas as idades.
Aí conhece Kalyani, uma viúva também jovem, cuja beleza é usada pela viúva mais velha como forma de ganhar dinheiro através da prostituição, mas esta apaixona-se por um rapaz e ambiciona partir.
Esta história passa-se aquando a ascenção de Ghandi, numa Índia em plena mutação social.
Deepa Mehta encontrou muitas dificuldades para terminar este filme que começou em 2000 mas teve que ser interrompido porque os fundamentalistas hindús destruiram-lhe os cenários de filmagem. Entretanto esperou dois anos para que pudesse retomar as filmagens no Sri Lanka embora muitas delas também tenham sido realizadas na India.
A realizadora conta que uma vez encontrou uma viúva idosa na Índia ajoelhada no chão a chorar compulsivamente, sendo ignorada pelas pessoas que passavam evitando tocar-lhe. Ficou a saber mais tarde que ela procurava os óculos porque não conseguia ver sem eles.
É um testemunho tocante da realidade fundamentalista indú, como um acto castrador que prende as mulheres a um destino sem liberdade individual e que passa por cima dos direitos humanos.
Um ataque á consciência que pode ser enquadrado noutras religiões que ainda hoje mantêm as mulheres sob o jugo de uma fé mutiladora.
Etiquetas: cinema
sábado, setembro 09, 2006
"Volver"

“Voltar”, como o descreve Pedro Almodôvar, é uma espécie de reconciliação com o passado, com a sua infância e com aldeia onde nasceu. No entanto, ele fê-lo de modo a extravasar esse ponto de partida.
Almodôvar teve uma infância rica em experiências e memórias no cimo da sua La Mancha e depois em Madrid, memórias essas que se espelham nos seus filmes, que cultivou ao longo dos anos para agora poder partilhá-las, desenhando-as com os traços rudes da realidade mas com os leves contornos da arte. Através de ironias gélidas, do humor descomprometido mas carregado de obscuridade, “Voltar” é como uma dança de mulheres, alegre e cheia de música, mas a branco e negro.
Conta com uma Penélope Cruz em escala astronómica, actriz que só havia trabalhado com Almodôvar em pequenos papeis como em “Tudo sobre a minha mãe”. Neste filme Penélope aparece como a protagonista consumada com uma interpretação que supera todas as outras. Conta também com o valiosíssimo contributo de Carmen Maura e todas as outras actrizes que fizeram um trabalho louvável.
Não é a sua obra-prima, mas é, definitivamente, um hino ao seu passado cinematográfico, como um realizador que trata o universo feminino pelo lado menos cor-de-rosa, onde as mulheres agem independentemente ao redor da sua dependência para com o amor, a amizade, o passado, o medo, o sofrimento, o terror, a morte e a vida.
É um filme de subtilezas, com contos nas entrelinhas, que consagram Almodôvar como um exímio "contador de histórias"...
Etiquetas: cinema




